“Caminhavam pelo deserto e reconheceram-se de longe, porque eram ambos muito altos. Os irmãos sentaram-se na terra, fizeram uma fogueira e comeram. Guardavam silêncio, à maneira das pessoas cansadas, quando declina o dia. No céu aparecia uma ou outra estrela, que ainda não recebera nome. À luz das chamas, Caim reparou na marca da pedra na testa de Abel e deixou cair o pão que ia levar à boca, e pediu que lhe fosse perdoado o seu crime. Abel respondeu: tu mataste-me ou fui eu que te matei? Já não me lembro; aqui estamos juntos como dantes. Agora sei que, na verdade, me perdoaste – disse Caim –, porque esquecer é perdoar. Eu tratarei também de esquecer.”
J. L. Borges; O Elogio da Sombra
O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo. Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma - estagna o pensamento. Al Berto
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
A Obra de Deus
Naqueles dias,
levantou-se um homem no Sinédrio,
um fariseu chamado Gamaliel,
doutor da Lei venerado por todo o povo,
e mandou sair os Apóstolos por uns momentos.
Depois disse:
«Israelitas,
tende cuidado com o que ides fazer a estes homens.
Há tempos, apareceu Teudas, que dizia ser alguém,
e seguiram-no cerca de quatrocentos homens.
Ele foi liquidado
e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada.
Depois dele, nos dias do recenseamento,
apareceu Judas, o Galileu,
que arrastou o povo atrás de si.
Também ele pereceu
e todos os seus partidários foram dispersos.
Agora vou dar-vos um conselho:
Não vos metais com estes homens: deixai-os.
Porque se esta iniciativa, ou esta obra, vem dos homens,
acabará por si mesma.
Mas se vem de Deus, não podereis destuí-la
e correis o risco de lutar contra Deus».
Eles aceitaram o seu conselho.
Chamaram de novo os Apóstolos à sua presença
e, depois de os terem mandado açoitar,
proibiram-nos falar no nome de Jesus
e soltaram-nos.
Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria,
por terem merecido serem ultrajados
por causa do nome de Jesus.
E todos os dias, no templo e nas casas,
não cessavam de ensinar e anunciar a boa nova
de que Jesus era o Messias.
Actos 5, 34-42
levantou-se um homem no Sinédrio,
um fariseu chamado Gamaliel,
doutor da Lei venerado por todo o povo,
e mandou sair os Apóstolos por uns momentos.
Depois disse:
«Israelitas,
tende cuidado com o que ides fazer a estes homens.
Há tempos, apareceu Teudas, que dizia ser alguém,
e seguiram-no cerca de quatrocentos homens.
Ele foi liquidado
e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada.
Depois dele, nos dias do recenseamento,
apareceu Judas, o Galileu,
que arrastou o povo atrás de si.
Também ele pereceu
e todos os seus partidários foram dispersos.
Agora vou dar-vos um conselho:
Não vos metais com estes homens: deixai-os.
Porque se esta iniciativa, ou esta obra, vem dos homens,
acabará por si mesma.
Mas se vem de Deus, não podereis destuí-la
e correis o risco de lutar contra Deus».
Eles aceitaram o seu conselho.
Chamaram de novo os Apóstolos à sua presença
e, depois de os terem mandado açoitar,
proibiram-nos falar no nome de Jesus
e soltaram-nos.
Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria,
por terem merecido serem ultrajados
por causa do nome de Jesus.
E todos os dias, no templo e nas casas,
não cessavam de ensinar e anunciar a boa nova
de que Jesus era o Messias.
Actos 5, 34-42
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Excerto da Mensagem de Bento XVI para o dia das Vocações
A vocação ao sacerdócio e à vida consagrada constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projecto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira. O apóstolo Paulo – que recordamos de modo particular durante este Ano Paulino comemorativo dos dois mil anos do seu nascimento –, ao escrever aos Efésios, afirma: «Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos» (Ef 1, 3-4). Dentro da vocação universal à santidade, sobressai a peculiar iniciativa de Deus ter escolhido alguns para seguirem mais de perto o seu Filho Jesus Cristo tornando-se seus ministros e testemunhas privilegiadas. O divino Mestre chamou pessoalmente os Apóstolos «para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demónios» (Mc 3, 14-15); eles, por sua vez, agregaram a si mesmos outros discípulos, fiéis colaboradores no ministério missionário. E assim no decorrer dos séculos, respondendo à vocação do Senhor e dóceis à acção do Espírito Santo, fileiras inumeráveis de presbíteros e pessoas consagradas puseram-se ao serviço total do Evangelho na Igreja. Dêmos graças ao Senhor, que continua hoje também a convocar trabalhadores para a sua vinha. Se é verdade que, em algumas regiões, se regista uma preocupante carência de presbíteros e que não faltam dificuldades e obstáculos no caminho da Igreja, sustenta-nos a certeza inabalável de que esta é guiada firmemente nas sendas do tempo rumo à realização definitiva do Reino por Ele, o Senhor, que livremente escolhe e convida a segui-lo pessoas de qualquer cultura e idade, segundo os insondáveis desígnios do seu amor misericordioso.
domingo, 29 de março de 2009
Uma reflexão com João Paulo II
"O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se não o experimenta e se o não torna algo de seu, se nele não participa vivamente".
Redemptor Hominis, nº 10
Redemptor Hominis, nº 10
sábado, 28 de março de 2009
"Troquemos o instante pelo eterno"
Troquemos o instante pelo eterno;
Sigamos o caminho de Jesus.
A primavera vem depois do inverno;
A alegria virá depois da Cruz.
Passa o tempo e, com ele, as nossas vidas;
Tal como passa o bem, passa a desgraça.
Passam todas as coisas conhecidas...
Só o Nome de Deus é que não passa.
Farei da fé, vivida cada dia,
A luz interior que me conduz
À luz de Deus, da paz e da alegria,
À luz da glória eterna, à Luz da Luz.
Hino retirado da Liturgia das Horas
Sigamos o caminho de Jesus.
A primavera vem depois do inverno;
A alegria virá depois da Cruz.
Passa o tempo e, com ele, as nossas vidas;
Tal como passa o bem, passa a desgraça.
Passam todas as coisas conhecidas...
Só o Nome de Deus é que não passa.
Farei da fé, vivida cada dia,
A luz interior que me conduz
À luz de Deus, da paz e da alegria,
À luz da glória eterna, à Luz da Luz.
Hino retirado da Liturgia das Horas
sexta-feira, 27 de março de 2009
A cegueira de uma imagem
A nossa sociedade vive hoje da cultura da Imagem,estamos sempre à procura do VER do que propriamente do ESCUTAR. Imagem essa que bloqueia todo o nosso ser pois, para olharmos qualquer imagem que nos seja colocada, temos inevitavelmente de PARAR...
O Cristão é aquele que, antes de tudo, deve ESCUTAR, estar atento e vigilante à Palavra de Deus, ao que Deus lhe quer dizer no concreto da sua existência. ESCUTAR a Deus é escutar os que caminham ao nosso lado, a Palavra vale mais que todas as Imagens.
ESCUTAR coloca-nos em movimento, rumo ao emissor;
ESCUTAR leva-nos a Deus...
Antes de VER, procuremos ESCUTAR!
O Cristão é aquele que, antes de tudo, deve ESCUTAR, estar atento e vigilante à Palavra de Deus, ao que Deus lhe quer dizer no concreto da sua existência. ESCUTAR a Deus é escutar os que caminham ao nosso lado, a Palavra vale mais que todas as Imagens.
ESCUTAR coloca-nos em movimento, rumo ao emissor;
ESCUTAR leva-nos a Deus...
Antes de VER, procuremos ESCUTAR!
segunda-feira, 16 de março de 2009
O fio de Trigo
terça-feira, 10 de março de 2009
A Alegria de uma Queda
Queria escrever algo sobre isto mesmo, a alegria de uma queda... por mais estranho que possa parecer!
Ultimamente tenho reflectido neste aspecto da conversão: a queda das nossas convicções. Olho para Paulo, para a queda do cavalo, para a queda do que lhe fazia viver. No entanto, Paulo não ficou na estrada, levantou-se, ou o Senhor levantou-o, como queiram. Mas, com Cristo, Paulo encontrou-se verdadeiramente, descobriu-se a si mesmo. Neste caminho que diariamente vou trilhando, vejo-me muitas vezes nisto, nesta dinâmica da queda e de ser levantado com Cristo. Quem não se perde não se encontra, diz-me um colega de Caminho! E é verdade =)
Ultimamente tenho reflectido neste aspecto da conversão: a queda das nossas convicções. Olho para Paulo, para a queda do cavalo, para a queda do que lhe fazia viver. No entanto, Paulo não ficou na estrada, levantou-se, ou o Senhor levantou-o, como queiram. Mas, com Cristo, Paulo encontrou-se verdadeiramente, descobriu-se a si mesmo. Neste caminho que diariamente vou trilhando, vejo-me muitas vezes nisto, nesta dinâmica da queda e de ser levantado com Cristo. Quem não se perde não se encontra, diz-me um colega de Caminho! E é verdade =)
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